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Ídolo do Palmeiras, Evair foi mero espectador do primeiro jogo das finais da Copa do Brasil, contra o Santos. Bem longe da Vila Belmiro, palco do confronto, o ex-centroavante confraternizou com cerca de 150 torcedores alviverdes no Shopping Bourbon, ao lado do Allianz Parque, e viu a partida em uma tela de cinema. Cinéfilo confesso, citou o longa “Jogos Vorazes” para opinar sobre qual a postura esperada do elenco palestrino no confronto de volta, marcado para a próxima quarta, em casa, às 22h.

– Tem que encarar assim (como um jogo voraz), com seriedade. Tem condição de ser bacana para o palmeirense – disse, fazendo referência ao filme baseado na obra da norte-americana Suzanne Collins, no qual jovens lutam pela sobrevivência em uma metrópole futurista e autoritária. No filme, apenas um pode sobreviver. Basta trocar “sobrevivência” por título o apelo que fez o ex-centroavante.

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Antes da partida, Evair conversou com a imprensa no evento, organizado pela Palmeiras Tour, e profetizou, com consistência, o que aconteceria na sequência: uma ótima partida do goleiro Fernando Prass, segurando o “ligeiro favoritismo” alvinegro em seus domínios na Baixada Santista. Afinal, o camisa 1 do Verdão evitou uma derrota com placar mais elástico do que o modesto 1 a 0 aplicado pelo Santos.

– O Fernando tem que ser o nome do jogo hoje, não pode tomar gol, tem que segurar para deixar que o Palmeiras chegue ao dia 2 em condições de brigar de igual para igual pelo título no Allianz Parque. Não podemos chegar precisando demais reverter o placar, Prass pode fazer a diferença – disse, pouco antes do duelo desta quarta, exaltando o arqueiro alviverde.

Se Fernando Prass é o porto seguro de Evair no elenco palmeirense, o meia Lucas Lima é a grande tormenta no plantel santista. Durante toda a partida, o ex-atacante se manteve tranquilo e sereno, exceto quando o camisa 20 alvinegro tocava na bola.

– Joga, meu filho – disse em certo momento, irritado com uma queda do jogador. – Manda ele lá no alambrado – falou depois, brincando, já na etapa final, quando Lucas partiu com a bola dominada rumo ao gol da “muralha” Fernando Prass.

Se Lucas Lima preocupou, Evair se irritou mesmo é com o resultado. – Não é bom, não. Bom seria empatar, né? – completou, sem perder, é claro, as esperanças no título alviverde na próxima semana.

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